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24/10/2004 23:54
Estou de casa nova.
http://www.mundodalua.com/principal.html
Apareçam pra tomar um chá de hortelã.
Sejam bem vindos, a casa é de vocês!
Beijos a todos que acompanharam a transição dentro desse lugar, eu não pertenço mais a ele.
Carpe Diando
enviada por Mena
18/07/2004 23:39
Em alguns dias perderei todas as imagens deste blog. Curtam os textos e as imagens por mais alguns dias.
Tudo isso não tem mais significado pra mim agora. Só me trouxe problemas e frustrações. Malditas frustrações!!! Não deveria ter seguido multidões. Não farei mais isso.
E este é o fim. Nada de muitas considerações nem extravagâncias, apenas um obrigado a quem me acrescentou algo. Uns poucos perdidos por aí.
kisses
No more Carpe Diens.
enviada por Mena
20/05/2004 23:24
Estou sem espaço pra minhas idéias. Ainda não sei o que fazer a essa situação censurista.
Quando resolver, informo a todos, sem exceção.
Abraços fortes.
kiss
enviada por Mena
23/01/2004 00:08
Olhares perplexos;
Quartos inundados e overdoses múltiplas.
O que realmente importa?

Quebrou um copo com as mãos.
Estranham seu comportamento normal.
Não sabem de nada, além do que podem ver.

Se o céu fosse cinza todos os dias
Elas teriam a oportunidade de ir além do que os olhos pode ver.
Privilégio exclusivo.
Não chegará a tempo.
A morte já está destinada
E você, será o próximo se não enxergar além da sua visão.

enviada por Mena
22/01/2004 22:41

Aberta a temporada de caça às bruxas más.
enviada por Mena
09/12/2003 11:40
Sentou em frente a sua janela favorita.
Sorriu ao acaso e imaginou funerais;
Começou uma autocrítica.
Pintou os funestos de verde branco e marrom.

Chorou com melodramas rimados.
Riu dos assassinos em série.
É uma assassina,
E irônica desde a tenra infância.

Ainda na janela,
Eucaliptos verdejantes sorriam por todas as folhas
E exalavam um cheiro amargo de morte.
Uma solidão abafada gritava em todas as lâmpadas.

Parou, pensando sozinha:
“Queimaram meus joelhos naquela noite azul estrelada”.
Jamais verá a primavera florir novamente com todas as cores.
Haverá céu para os curiosos?

Hã? Carpe diem?
Sem mais.
Ps. Poeminha antigo, mas totalmente atual.
enviada por Mena
02/11/2003 13:17
Calada em sua solidão, uma mulher chora tristemente.
O motivo de sua dor é evidente.
Está estampado em todo o seu ser.
Insensíveis a magoaram.

Torna-se invisível na multidão apressada ao atravessar cruzamento.
Uma criança no colo sorri para a lágrima que não escorreu.
Sorri como se pudesse fazer milagre nessa manhã cinza.
Ela sorri gentilmente.
Permite a lágrima escorrer,
Sente o peito mais leve
E continua andando apressada,
Sumindo invisível na multidão cinza petrificada.

Suas lágrimas silenciam na cegueira dos sapatos
Caminhantes, repletos de propaganda distribuída livremente.
As manhãs amanhecem sempre nubladas
E raramente terminam num pôr do sol azul e branco.

“Assim como o instinto guia os cegos,
Não há mais nada a fazer.
Muito veneno já vem sem efeito”.
Carpe diando triste assim, como os dias nublados.
enviada por Mena
28/10/2003 10:55

Cafonérrimo!!!

Médio
Carpe diando novamente com os pés cheios de bolhas.
enviada por Mena
14/10/2003 11:56
Palavras simples; desabafo par apenas.
Acordei meio vazia e perdida, entediada e impaciente. Eu poderia chutar o balde, o pau, uma bunda até. Nada me impede de fazer isso.

Odeio fazer, ficar, estar com coisas que não gosto. Já tenho que trabalhar todos os dias com macacóides, mais que isso é ignorância.
O dia está nublado. O ânimo está guardado dentro das caixas e ameaça entrar nas gavetas. Assustador? Acontece!
Pior é que não deveria acontecer, mas como todos os verbos terminados em “ia” puxam a um não automático, elas acontecem, uma seguida da outra e acontecem sem querer acontecer.
Aconteceram. O que se deve fazer? Racionalmente o balde já teria parado de quicar. Se fosse em outras épocas então!
Como nem tudo é automático como as terminações nervosas de um cérebro sadio, o balde continua no lugar, agora cheio de lágrimas e uma viscosa mágoa negra transborda sujando toda a casa.

O balde não será chutado, até porque a sujeira seria muito maior. Se não dá pra tapar o sol com uma peneira, deixa o sol queimar; a chuva já cai forte a tanto tempo mesmo.
Sem Carpe Diens pares ou ímpares. Sem qualquer Carpe Diem.
Vai vê se me esquece
Tira meu nome da lista de telefone
Vai ver que o mundo anda tão bem
Mesmo eu sem você
Você sem ninguém
Eu vou por aí
Vai se livra de mim
Vai ver que é mesmo assim
Não tem nada de mágoa
O caminho da água
Também é cheio de pedras
E o rio não pára
Mas não tem nada de rio de água de pedra
Não tem explicação
Não tem nada não
Eu vou por aí
Vai se livra de mim
Vai ver que é mesmo assim
Eu vou seguir a luz dos faróis
Que me lembram seus olhos
Vai ver que eles podem me ajudar a ver
Que não há de ser nada
Eu vou por aí
Pior de tudo que a gente ainda vai se ver
Ando em ruas que não sei o nome
Pra me perder
Vai vê se me esquece
Ana Carolina
enviada por Mena
08/10/2003 01:20
A pintora de sonhos em dó maior numa manhã qualquer.
Um Peter Pan canta na janela.
Canta como se fosse sabiá.
Convida, instiga.
“Já conheço esse jogo da Terra do Nunca”.
O Peter Pan sorri com a derrota.
Fecha os olhos e finge voar como o sabiá.
Quer ser livre como o sabiá
Mas é apenas escravo do seu eu narciso.

Acordei vazia, como uma manhã de verão.
Triste como um blues desafinado.
Azul como o céu do oriente.
O céu fica pálido quando os sabiás fazem rimas.
As grades das janelas servem para proteger.
O mágico amarra paradigmas em versos.
O Peter Pan ainda voa pelas redondezas,
E eu pinto uma lágrima caída no chão.

Não sou apenas eu nas pinturas das paredes.
Minha sina é alimentar personagens insanos
E pintar sentimentos num lindo e triste balão azul.
Vivo dentro de exceções.
Eu sou o amanhã que morre lentamente.
A vida que vegeta no coma.
A morte infinita e invariável.
A prisioneira das exceções.
Weekend
Arriscando-me na minha última chance.
Eu farei tudo isso.
Como uma fúria
Que veio até minha alma

Por prazer e paixão você paga o preço.
Tristeza é o nome da estaca que me tocou.
Então as nuvens se abrirão para mim.
Vou encontrar meu Jesus Cristo.
Placebo
enviada por Mena
15/09/2003 01:32
Todos os acidentes que acontecem
Seguem o ponto.
Coincidência faz sentido
Apenas com você.
Você não tem que falar,
Eu sinto.
Paisagens emocionais;
Elas me confundem.

Então o enigma é resolvido e você me joga nisso:
... Estado de emergência.
... Que lindo existir!
... Estado de emergência.
... É onde eu quero estar.
Tudo que ninguém vê
Você vê.
O que está dentro de mim,
Todo nervo que o fere cura.
Bem no fundo de mim
Você não tem que falar - eu sinto.
Paisagens emocionais;
Elas me confundem.
Confuso.

Então o enigma é resolvido e você me joga nisso:
... Estado de emergência.
... Que lindo existir!
(vamos ser sarcásticos hoje?)
... Estado de emergência.
... É onde eu quero estar.
(com certeza!)
... Estado de emergência.
(quem poderá me defender? só ele mesmo)
... Estado de emergência.
Emergência!
Björk
Carpe dio entre lágrimas de um amor correspondido

E pesar por ser obrigada a falar com quem não gosto.
Fodam-se os inconvenientes.
Isso já me irritou demais.

Foda-se mesmo.
enviada por Mena
01/09/2003 01:06
Caminho de olhos vendados no trânsito agitado da metrópole.
Meus passos dançam silenciosamente a música que pulsa no meu coração.
Somente invisível, eu sou apenas eu mesma.

Observo a todos como poeta, como Deus.
Todos sempre muito apressados.
Seus olhares são invisíveis, assim como o meu.
Observo mãos e sapatos.
Pinto atrasos de todas as cores,
Com o brilho de olhares de todas as nações.

Olhares vazios e frios no outdoor animado.
De repente um choro agudo quebra o silêncio do trânsito infernal.
Um choro de fome, um pedido de socorro.
O grito ecoa pela avenida,
Quebra as janelas dos escritórios.
Derruba o outdoor no meio de todos.

O mundo deveria parar?
Mãos e sapatos continuam a trajetória sem piscar,
E eu pinto o meu atraso com as lágrimas da fome.
Parada no sinal, mas ainda, Carpe Diando.
enviada por Mena
01/09/2003 00:55
Me atirava do alto na certeza que alguém segurava minhas mãos,
Não me deixando cair.
Era lindo, mas eu morria de medo,
Tinha medo de tudo quase
Cinema, parque de diversão, de circo, cigano.
Aquela gente encantada que chegava e seguia.
Era disso que eu tinha medo,
Do que não ficava pra sempre.
Tirando o mofo.
enviada por Mena
28/07/2003 23:43
Gritos silenciosos passam desapercebidos.

Esqueci Carpe Diem no metrô.
Who cares?
enviada por Mena
21/07/2003 10:50
Um eterno sorriso momentâneo.
Eu sou indiferente às dores humanas.
Assisto a mim mesma agindo como antigamente.

O vento gelado racha os lábios,
Congela orelhas e resfria as velhinhas.
Parada no sinal, sou simplesmente invisível.
Caminhando na cidade cinza, sou apenas mais uma.

Ninguém nunca repara ou releva,
O outro também chora e também precisa de amor.
Eu amo os seres humanos por estarem vivos,
Sou indiferente por serem incapazes de medir conseqüências.
Paradoxalmente ambígua.
Apenas eu mesma.
Carpe Diando no barulho dos faróis abrindo.
enviada por Mena
21/07/2003 10:47
Esquadros
Eu ando pelo mundo prestando atenção, em cores que não sei o nome.
Cores de Almodovar, cores de Frida Kahio, cores.
Passeio pelo escuro , eu presto muita atenção no que meu irmão ouve.
E como uma segunda pele, um calo, uma casca,
Uma cápsula protetora ,
Ah, eu quero chegar antes.
Pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus.
Eu ando pelo mundo divertindo gente.
Chorando ao telefone e vendo doer a fome dos meninos que têm fome.
Pela janela do quarto,
Pela janela do carro,
Pela tela, Pela janela,
Quem é ela , quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.
Eu ando pelo mundo, e os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde? Trânsito entre dois lados,
De um lado eu gosto de opostos, expondo o meu modo, me mostro.
Eu canto para quem?

Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço? Meu amor cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço? Meu amor cadê você?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
Adriana Calcanhoto
enviada por Mena
09/07/2003 22:57

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para, a vida não para não
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para, a vida não para não...a vida não para
Lenine
Sempre Conectadas. Ainda lê pensamentos por olhares?
Carpe diando de vez em quando.

enviada por Mena
08/06/2003 22:12

“A proposta desse blog é erradicar da alma as dores que atormentam esse pobre verme em formação. Serei aqui, totalmente influenciada pelas opiniões recebidas, visto que, basearei meus relatos no meu dia-a-dia. Tudo muito comercial”.
04/06/2002
Um ano de existência.
Sentei por vários dias tentando descrever em linhas o que esse lugar representa. Tantas pessoas passaram por aqui. Tanta coisa aconteceu. Como mudei! Como aprendi!
Sempre fui viciada em diários. Quis contar o dia-a-dia dos novos amigos de trabalho neste blog. Eles pareciam ser tão legais! Eu queria fazer um novo “Lugar dos Encontros” com as pessoas que me cercavam. Foi impossível! Essencialmente, eram vazias e estúpidas, eram macacos estúpidos. Não todas (claro!), mas a sua grande maioria. Só não foi uma grande perda de tempo porque perdi um pouco da vergonha de mostrar meu rosto sem máscaras e por ter conhecido pessoas interessantes que gritam para liberar adrenalina no sangue e continuar a escalada.

Fui Spock, Verme e Parasita. Fui cobaia, fui filha da puta. Bati mais do que apanhei. Atirei flechas certeiras e muitas outras no fardo. Cutuquei feridas infeccionadas e vi circos pegarem fogo. Chorei mais do que ri, mas ensinei e aprendi muitas verdades.
Aprendi que nem todos os homens merecem ser tratados como objetos e nem todos precisam ser controlados por joguinhos. Mostrar que essa é uma verdade pra mim, é meu maior desafio.

Aprendi que se ganha muito mais ficando de bico fechando do que expondo sua opinião na frente de todo mundo. Aprendi também que não se deve falar mal de ninguém pra ninguém. Críticas construtivas me livraram de muitos bombardeios.
Fazer um balanço do último ano... pôxa, há pelo menos dois anos que não faço isso. Na realidade desde que as coisas saíram do meu controle. Desde quando elas não mais aconteceram da forma como eu planejei.

Os últimos meses foram os mais difíceis. Estou cansada, triste e passo noites inteiras deprimida. Preferi me ausentar de amigos e blog a falar coisas que poderiam machucar. Por mais que eu corra, pesos seguram meus pés, então, não saio do lugar. Odeio a estagnação.
Não sei se este blog sobrevive a mais um ano, mas quero agradecer a todos que me fizeram rir e chorar nestes últimos doze meses, que pararam cinco minutos de suas vidas, para lerem meus desabafos e assistirem meus enterros.

Agora todos assistem de camarote e em tempo real mais um enterro. O enterro do Parasita que não saiu daquele edifício ainda; do verme que queria voar, mas não tinha asas; da Spock que queria pessoas com os mesmos ideais, mas a utopia é para os comunistas.
Eu quero voar.
Eu quero apenas ser EU MESMA.
Carpe diando, mesmo com pés amarrados e asas presas.
enviada por Mena
27/04/2003 21:33
Algumas coisas saturam, enjoam.
Esse lugar já tem não tem mais graça.
Vou deixá-lo mofando.
Tudo me irrita. Tudo me enjoa.

Férias do cansaço e da mesmice.
Férias de mim mesma.
Quando der na telha, eu abro as janelas
E limpo os cantos cobertos de bolor.
Carpe diem…
aos que gritam pra liberar adrenalina no sangue.
enviada por Mena
27/04/2003 21:31

enviada por Mena
14/04/2003 00:11

Cafona.

Um saco.
Carpe Diando. Pés com bolhas.
enviada por Mena
07/04/2003 12:48
Fazendo Backup do Blog.
Ver o passado sorrindo de volta.
Ler as queixas, as dores.
Sorrir com os risos e chorar ao ver onde tudo começou.
“Amo-te tanto meu amor”.
Tão triste quando sentimentos profundos são ignorados.
Tão triste ver posts sem comentários.
Tão triste saber de pessoas que lêem o que escrevo e se calam indiferentes.

Copiando os comentários antigos, lembro da alegria de receber cada um deles.
Essa alegria carregada de sorrisos continua até hoje.
É sempre tão bom!
Vi pessoas estão aqui desde o começo.
Venus , Latiak, sempre souberam o que dizer.
Sou tão grata.
Novos amigos que chegaram há meses atrás e ganharam um “espação” enorme no coração.
Mestres que passam sempre por aqui e sorriem orgulhosos.
Amigos do trabalho, que trabalharam, sempre me alegrando com suas visitas.

Ri sozinha dos falsos amantes. Do quanto foram enganados, e de quanto me enganaram também. Todos artistas de um espetáculo sem expectadores. Simplesmente ridículo. Minhas marionetes. Ratos das minhas experiências.

Experiências que acabaram. Ganhei na loteria e coloco em prática aquilo que aprendi. O que aprendi na marra, chorando. O que aprendi sorrindo, rindo. Coloco agora em prática o que eu não sabia e precisei aprender.

“Os seus dedos que sempre encontram os meus”.
“O roçar do meu rosto na sua barba por fazer”.
“O seu sorriso ilumina seu rosto fazendo de você o ser mais importante da Terra”.
Você é o ser mais importante da Terra. E eu, simplesmente amo você.

Carpe Diando com crises de euforia e melancolia pra não perder o costume.
enviada por Mena
07/04/2003 03:42

enviada por Mena
31/03/2003 02:44

Chupando parafuso até virar prego.
Deixando mofar.
Deixando se perder.
E o parafuso ainda é parafuso.

Eu sou o silêncio que calou a cachoeira naquele dia de verão enquanto as doces crianças descobriam que não eram mais crianças felizes.
Carpe Diem pra quê?
enviada por Mena
18/03/2003 23:41
Paisagens vazias.
Mentiras completas,
São meias, as verdades.
Insanidade escondida em versos fúnebres.
Uma vontade que não cessa nunca.
As coisas caminham a passos de lesmas lésbicas.
Sua existência agora é vã.
Nada do que pensa, faz realmente sentido.
Perdeu-se entre apaixonados e escritores.

Talvez a sua tristeza o abandone na próxima estação.
Tudo ainda está quente demais.
Não pense que jamais esfriarão.
Paciência! - gritam de todos os cantos.
Permita-se aos sonhos! - gritam do alto das colinas.
Enjôo e cansaço têm como resposta.

Empurrando os carrinhos de supermercado.
Sem prazos ou perspectivas reais.
Entorpecer-se mais uma vez e continuar.
Sarcásticos Carpe Diens dos dias contraditórios.
Cansei dos mesmos versos chatos
enviada por Mena
18/03/2003 23:39

Beijos Pacíficos
enviada por Mena
10/03/2003 02:14
Dias iguais.
Uma guerra prevista anos atrás.
Está só realmente?
Agora a escolha é sua.
Caminhar por vastos campos, caminhar em estreitas valas.
Caminhar sem medo do que está na frente.
Estou perdida em ruas que eu conhecia melhor que a palma da mão.

Caminhando por elas, as pessoas já não são mais as mesmas.
Seriam as mesmas ruas ou as pessoas não são as mesmas?
Eu ainda sou a mesma?

As angústias e dúvidas de dias atrás se foram.
Não mais existem ciúmes nem dúvidas de confiança.
Amo-te integralmente e não possui a metade.
Quando o verei novamente e quantos novamentes eu ainda terei?

A saudade corrói o peito como um ácido mortal. E eu não tenho onde guardar minhas lágrimas falsas, nem o pranto real que se esconde por trás delas.

O dia amanhecerá porque não estou só.
O Sol brilhará em terna alegria, porque existe o amor dos olhares.
O dia não será mais ranzinza porque eu sei com todo o meu coração.
Eu sei que você sabe que eu sei, porque da mesma forma você é.

Tentando Carpe Diar.
enviada por Mena
04/03/2003 18:42

“Ando azeda demasiadamente.
Ando de mau humor.
Ando irritada,
Não tenho TPM.”
Carpe diem aos que ainda tem vida.
enviada por Mena
04/03/2003 18:42
Eu sou o azedo que lacrimeja os olhos.
Caminhando entre os mortos, o parasita chora. Não seguiu os conselhos dos ratos. É mais um na multidão. Não tem luz própria, nem identidade. Caminha conhecendo sem saber o que significa. Talvez isso aparente ser simples ou não ter a importância que tem. Mas não saber o que significa é morrer aos poucos; morrer queimado. Afogar-se num mar de ignorâncias.

Carpe diem aos que tem vida.
enviada por Mena
03/03/2003 22:55
”Hoje eu quero não te ver.
Não porque não o ame,
Mas não quero me ver nos seus olhos.”

“Me acostumei ao silêncio
Me acostumei a noites solitárias
O que eu posso fazer?”

Arquivando coisas que me deixaram mal a semana toda. Os versos acima foram embora. Estou “zerinho”.
Carpe Diem.
enviada por Mena
26/02/2003 01:43
Acordei com um vazio inexplicável. A noite ainda fervia. Os pernilongos copulavam, e eu, acordada vendo tudo. Os gatos miam na rua. Penso onde estaria meu fujão.

Levanto com pés no chão. Bebo meio litro de água. Volto pra cama. Pernilongos ainda copulam. Levanto, inseticida por todo o quarto. Vou até a sala. Nada do gato fujão.
Volto pro quarto. Eram mais de 4h.
A noite que começara radiante e feliz, termina deprimida e melancólica. Não quero viver tudo isso. Na realidade, eu não quero viver. Não há mais propósito concreto. Meu foco muda novamente.

Resolvi fazer terapia. Liguei o micro, li e-mails frescos. Fiquei on-line esperando algum zumbi da madrugada pra fazer companhia. Alone.

Vi o dia amanhecer. O sol invadiu o quarto com furor e devoção. Coloquei uma música. A favorita das noites solitárias de sempre. O sol esquentou.
Na rua, uma mulher apressada com sacolas pesadas. O sol sorriu. Um cachorro bêbado atravessou a rua e fez cocô na minha calçada. Cheirou todos que passavam por ali. Onde estaria meu fujão?
Não queria mais o maldito sol sorrindo feliz. Deitei, rolei, não dormi. A casa acordou com os despertadores que não entram de férias, e eu adormeci com o cabelo grudando no rosto de lágrimas secas.

Acordei. Meio litro de água garganta abaixo. Entrei embaixo do chuveiro quente e tomei um banho gelado. Fodam-se os ovários.

Sai atrasada e atropelando a todos. Dia habitual. Sem carpe diens.
enviada por Mena
24/02/2003 02:40
Queridos amigos, estou de volta e o ig não muda... dando pau como sempre. Sem estresse...
Irmão que curte entupir o micro com caca, é ótimo. Agora parece que vai sossegar.
Fiquei meio perdida quando conectei. Tanto tempo sem usar o filhote aqui, que perdi até a intimidade com o blog.

Enquanto não limpar as caixas de e-mail e terminar alguns relatórios não vai dar pra visitar os blogs, mas assim que terminar prometo que postarei alguma das coisas que pairaram em minha mente nesses dias e visito a casa dos amigos.
Carpe diando com algumas lágrimas secas no rosto.
Ps. Obrigada pelos comentários. Mesmo os que só pra dizer que passaram por aqui.
enviada por Mena
08/02/2003 13:32
Muito feliz.

Pássaros cantam.

Dia de sol.

Todos sorriem.
Escondam os Carpe Diens.
Ps. Sem plagiar as fotos.
enviada por Mena
08/02/2003 13:11
Odiando o mundo e a todos.
Se não tem nada de bom pra falar, fique quieto.
enviada por Mena
02/02/2003 13:39
Diário de masmorra.
O dia não amanhece na masmorra. Os tijolos que tirei para abrir o buraco voltaram ao seu lugar. Há dias que os ratos não passam por aqui para me trazer suas fezes. Estou isolada. Estou sozinha, totalmente vazia. Oh! Senhores supremos atendam minhas preces e permitam que eu caminhe pelas ruas sexuadas. Preciso das fezes dos ratos para auto-afirmação. Eles não respondem. Os buracos entre as celas, não mais transmitem informações de outros presos. Um silêncio pútrido invade os corredores. As portas estão fechadas, não há janelas na cela. Eu grito e não sei o significado dessas palavras. Estou faminta, sebosa, sedenta.

Ouço passos pelo corredor. Seria um rato? Poderá ser até um macaco, eu ficaria feliz. Uma sombra encapuzada pára na minha frente. Abre a porta. A luz do corredor faz meus olhos arderem. Sem pronunciar nenhuma palavra ou fazer algum ruído, o carcereiro me arranca da cela aos pontapés e começa a me arrastar pelos corredores. Os únicos sons que ouvia eram os sons da minha dor. Talvez eu estivesse louca, mas novamente o silêncio pútrido tomou aquele lugar. Era um silêncio mortal. O carcereiro me arrastou pelas escadas do porão. Bati a cabeça em um dos degraus. Não me lembro de mais nada até então.
Não sei quanto tempo se passou. Acordei zonza e deitada sobre um chão limpo. O silêncio continuava o mesmo. Arrumei forças de onde não tinha e ergui-me. Estava diante de três tronos. Eram os vermes supremos. Eu saíra das masmorras, pra encontrá-los finalmente.
A claridade daquele lugar, era a mais branca que eu já tinha visto na vida. Eles eram cheios de luz e sabedoria. O conhecimento transformou-se em energia e era possível ver claramente essa energia rodeando aqueles três seres. Eles me fitavam enojados da minha existência. Eu chorava. Sabia porque estava ali. Eu não estava sendo promovida a verme santo, estava sendo condenada a ser somente, um Parasita da Sociedade.

Os vermes traidores, os vermes que se envolveram com humanos buscando prazer efêmero, tem esse final. Não recebem mais as fezes dos ratos, nem sorriem felizes para a lua. Todos passam a rejeitá-lo e macacos tornam-se superiores. Os Parasitas da Sociedade são os seres que precedem a decadência humana. São os seres que estão entre o mal e a desgraça. Não merecem auto-afirmação nem piedade. Não merecem morrer. Não merecem nada. Merecem padecer na solidão dos seres assexuados e viver uma eterna busca por alimento. Não mais têm acesso as ruas sexuadas, nem podem mais usar de fezes para auto-afirmação. São meramente seres nefastos. Nada mais.
Alguns segundos se passaram. O verme sabia que era seu fim. Ele não mais poderia viver entre os ratos. Passaria o resto de seus dias perambulando em ruas silenciosas e vazias. Igualmente ao vazio que lhe tomava a alma. Ele não era nem um macaco. Era um precedente do humano egoísta e destrutivo. Todo o processo de entendimento não durou vinte segundos. Nenhum ruído foi feito e nenhuma palavra proferida de ambas as partes. Ao fechar os olhos, o carcereiro arrastou o verme para fora do castelo. Era agora um parasita excluído, fadado a viver na solidão silenciosa das ruas vis e flamejantes.

Jogado longe do castelo, o verme olhou a sua volta. Estava totalmente sozinho. Olhou seu corpo. A fraqueza dos dias que passara no silêncio da masmorra fizera seu corpo mutar. Tinha um corpo com patas, e uma pelugem cobria seu corpo. Ele não sabia para onde ir. E isso matutava sua cabeça.
Carpe Diem: O novo desafio.
enviada por Mena
27/01/2003 12:49
Não quero pensar muito.
Não quero enfrentar de frente os fantasmas nem os problemas.
Deixe tudo debaixo da cama crescendo e agravando a situação.
Não sou metade do que gostaria de ser, nem um terço do que aparento.
Acordo todos os dias triste e consigo enganar a todos que sou feliz e sã.
Sim, sou normal. O tédio que me abraça é mera ilusão.
Quanta ironia.

Caminhar pelas ruas e estradinhas arborizadas.
Dias sempre cinzas e chuvosos.
Uma rotina.
É insano permitir uma rotina.
Os micos diários morreram.
E eu, não quero sair da cama todas as manhãs.
E eu, não quero mais nada que tenha vida.
Quero viver um breve adeus, nada mais.
Diário 2001.
Hoje, Carpe Diando e nada mais.
Ps. Os textos Parasitas serão postados quando o humor mudar.
enviada por Mena
27/01/2003 12:49

Johnny & Mary – Placebo
Letra de R.Palmer
Johnny's always running around,trying to find certainty
Johnny está sempre correndo, tentando encontrar segurança
He needs all the world to confirm that he aint lonely
Ele precisa do mundo inteiro para confirmar que não está sozinho
Mary counts walls ,knows he tires easily
Mary conta muralhas, sabe que ele se cansa facilmente
Johnny thinks the world would be right
Johnny acha que o mundo seria correto
If it would buy,truth from him
Se comprassem a verdade dele
Mary says he changes his mind more than a woman
Mary diz que ele muda de idéia mais do que uma mulher
But she made her bed even when the chance was slim
Mas ela faz sua cama mesmo quando a chance era fraca
Johnny says he's willing to learn
Johhny diz que está disposto a aprender
When he decides he's a fool
Quando decidir que é um bobo
Johnny say's he'll live any where
Johnny diz que viverá em qualquer lugar
When he earns time to
Quando tiver tempo
Mary combs her hair,says she should be use to it
Mary penteia seu cabelo, diz que deveria fazer isto
Mary always edges her bets,she never knows, what to think
Mary sempre delimita suas apostas, ela nunca soube o que pensar
She says that he still acts like he's being discovered
Ela diz que ele ainda age como se estivesse sendo descoberto
Scared that he'll get caught without a second thought
Preocupado se ele conseguirá se fascinar sem uma segunda chance
Johnny feels he's wasting his breath trying to talk sense to her
Johnny sente que está perdendo seu folêgo tentando conversar sobre senso com ela
Mary says he's lacking a real sense of proportion
Mary diz que ele está necessitando de um senso real de proporção
So she combs her hair,knows she tires easily
Então ele penteia o cabelo dela pois sabe que ela se cansa facilmente
enviada por Mena
21/01/2003 03:21
Hoje é o dia pra não se sair da cama ( o post é grande mas garante risadas).
Quando minha mãe ligou de Registro, eram umas 5h da manhã. Essa era a quinta vez que eu acordava na noite. Bebi um litro de água e resolvi ficar acordada. Tinha alguns assuntos pendentes do domingo então, amanheci no icq. Eram quase 7h quando voltei pra cama.
Deito, fecho os olhos. Eu não teria mais pesadelos na noite, até porque era dia. Estava quase pegando no sono quando meu lindo do pai acorda o lindo do irmão pro Senai. Aviso o pai que a mãe tinha ligado e que dentro de quatro horas ela chegaria no Tietê. Pra que eu fiz isso? Depois disso ele me acordou de meia e meia hora perguntando que horas ela tinha ligado e a que horas viria. Nas cochiladas que eu dei, só sonhei com gente desagradável. Nem merecem comentários.
Minha mãe chegou por volta das 10hs da manhã. Ela chega interrogando todo mundo pq a casa só estava arrumada e a roupa toda lavada. Eu ainda não sei o que ela queria. Ela me acorda jogando uma sacola cheia de embrulhos no meu rosto. Resolvi levantar. Abri as caixinhas. Ganhei mais três corujinhas pra coleção, mas eu prefiro as de madeira, resina tira a expressão das bichinhas.
Levanto, a rotina diária. Minha mãe começa a falar do ex. de Santa Catarina que ele e a namorada dele e ela... Como se eu tivesse perguntado alguma coisa. Ela pergunta do namorado. “Mas porque você não foi ver o coitado ontem?” Depois que ela ouviu uma boa resposta: “Não sei como ele agüenta seu mau humor”. Fiquei quieta pq não se discute com mãe que acabou de trazer presente.
Resolvo dar um olá pro amigo padrinho de PoA. Três frases e meia ele pergunta se está tudo bem e diz que eu estou fria. Ê lelê.

Almoço, me arrumo, tudo dentro dos horários. Acordo o namorado (vida de coruja é assim mesmo, não se assustem), vamos nos ver a noite. Uma coisa boa no dia, depois das corujas.
Saio de camiseta preta. O sol estava rachando na rua. Subo e acabo pegando uma camiseta do irmão pq eu não tinha uma camiseta clara na gaveta. Até tinha, uma rosa. Eu tenho muita cara de quem usa camiseta rosa.
Adivinhem o que sempre acontece quando o dia tá uma droga... Sim, cheguei atrasada na empresa pq o bendito do ônibus resolve atrasar. Sem falar na lerdeza do metrô.
Sento na frente do computador. Senha, cpf e todas as putarias que tem que colocar pra ter acesso ao sistema. O micro trava duas vezes. Eu repetindo do lado do Gabriel, “Eu não vou me estressar hoje, hoje eu não vou me estressar”.
Resumindo o dia de trabalho: eu quase grito com o supervisor, falo alto com vários colegas de trabalho. Me estressei. Eram umas 20:30hs quando mando todo mundo pra puta que pariu e fico quieta na minha. Quando encontrei o namorado eu estava quieta. Sossegada.
Saudades e consciência pesada.
Conversamos um pouco e vim pra casa. Chegando no terminal de ônibus o bendito já tinha saído. Que legal, eu vou de táxi. Não tinha um taxista no ponto. Que legal, vou a pé. Trombei com duas garotas que me conheciam, mas eu nunca as tinha visto na vida. Estamos descendo a rua do cemitério e tinha um carro quebrado no meio da rua. Sim, o tiozinho e a mina dele pedem ajuda pra empurrar. Era a chance de ganhar uma carona. O carro pega, ele virou a direita enquanto subimos a pé. Só faltou um cachorro fazendo xixi na minha perna.

Frases que saíram durante o trabalho.
Hoje é o dia pra não se sair da cama.
Pra não acordar e não pensar em nada.
Hoje é o dia pra ter arco e flecha
Capaz de aleijar as pessoas que estão no pensamento.
Hoje é o dia em que eu poderia matar alguém e alegar TPM,
Mesmo que seja puto estresse emocional.
Hoje é o dia em que o humor ácido vai acabar com as espinhas
E vai encher o namorado de hematomas.
Hoje é o dia em que ser educado é pecado
E ser irônico dá justa causa.

Tudo é psicológico. O maldito calor é psicológico, a raiva é psicológica, o estresse e esse corte enorme latejando na minha perna também são psicológicos. Na realidade tudo não existe. Não tem um computador na minha frente e eu não tenho chefe porque eu não existo. Tudo é um pesadelo de feto que parece não ter fim. E a segunda-feira não é segunda, é sexta-feira e amanhã eu não vou trabalhar.
Carpe Diem de férias.
enviada por Mena
17/01/2003 12:22
Please don´t die.
Céus e prisão.
Pássaros que voam livres pelas planícies costeiras não podem ser infelizes.
Não aclamo infelicidade, mas sim infertilidade.
Acefalia, acefalia. Quero sentir novamente o poder de olhar os macacos da copa da árvore.
Quero comer rins dos humanos, quero simplesmente voltar a ser quem era.
Explodam na miséria das ninfas sexualmente abusadas, de nada sabem essas vis criaturas.

Os raios que partem o céu, partem os sonhos em quatro.
Os macacos alados comem cada pedaço e levam as sobras para as serpentes na tentativa de seduzi-las a copular.
São os mesmo conquistadores baratos de sempre.
Onde estão as copas? Onde estão as gaiolas?
Os ratos copulam, os macacos copulam, as cobras copulam,
Onde estão as ruas férteis para acontecer o MEU cruzamento?

Ruas sexuadas, fertilidade, nada de fatalidades... morram!!!
A inveja disseca os mortos de chagas.
E eu sou a dissecada da vez.
Volto logo para explicar o que levou o verme a parasita e porque ele não mais pode cruzar nas ruas sexuadas.
Carpe Diem a todos e cuidado com os fios elétricos das pombas doentes.
enviada por Mena
15/01/2003 04:36
A vanglória do pavão é a glória de Deus.
O cabritismo do bode é a bondade de Deus.
A fúria do leão é a sabedoria de Deus.
A nudez da mulher é a obra de Deus.
W. Blake

Viver as mudanças.
Passar a limpo às frustrações; iniciar uma nova vida.
Tudo foge do padrão.
E pra sempre: Carpe Diar.
Ps. Obrigada pelos comentários e pela cobrança em atualizações... ;o)
enviada por Mena
10/01/2003 06:48

Nada de bom...
enviada por Mena
09/01/2003 01:40
Nada de nome pro canto. Os nomes que escolhi são óbvios. Comerciais. Sou alienada, evito o comercial. Não foi brincadeira.
Se outros não fossem tolos, seríamos nós.
A alma imersa em deleite jamais será maculada
O dia amanhece, eu não tenho um nome significativo.
Mudamos os focos então, especialidade da casa.

As penas corroem o cérebro.
Ele canta o que não mais tem importância.
Rejeita o ouro dos deuses.
Ainda significa algo?
Se existe amor no meio dos parágrafos,
Quem se importa?
Amar e morrer.
Ainda significa algo?

Cascavéis aladas vigiam.
Vegetam.
Maculam-se entre os macacos das sete pedras.
Ainda significa algo?
Tantas mentiras, tantas distorções.
Não há vida, nem morte.
Não existe nem o nada.
Não significa nada.

Carpe Diem, todos os dias, todas as horas, mesmo entorpecida. O corpo sangra, a alma sangra o coração padece e agoniza. Carpe Diem para morrer. Morrer. Carpe Diem para renascer. Morrer. Carpe Diem e nada mais.
ZUMBI
enviada por Mena
03/01/2003 00:08
Ano novo!!!
E as coisas pelo ig já não funcionam...

Os ventos cheiram a boas novas e prometem que a mesmice e a tradição serão entregues aos demônios que fugirão ao entardecer.
As coisas estão erradas. Olhe este lugar. Não se parece totalmente comigo. Não há sangue nessas paredes registrando uma inscrição. O nome desta cela não mais tem sentido concreto. Não sou mais Spock. Nunca fui realmente. Onde estão os autores deste nome?
Este blog era pra ser um lugar dos encontros e desabafos. Era o diário das pessoas que trabalhavam comigo. O meio que criei para fortalecer as amizades, foi ignorado.
Resolvi usar então o meio, para desabafar as dores. Atraí pessoas que me ajudaram a viver e aprender que a vida é bela fora dos sonhos. Não vou citar nomes, pra não gerar ciúmes.
Resumindo tudo, o nome desta cela, blog não é mais válido.

Qual seria o nome mais apropriado? Aberta a sugestões.
Carpe Diem a todos e sonhos concretizados pra todos nós em 2003.
enviada por Mena
29/12/2002 01:45
A Fonte de Sangue
Sinto por vezes que meu sangue corre em fluxos,
Assim qual uma fonte em rítmicos soluços.
Eu bem que o escuto numa súplica perdida,
Mas me tateio em vão em busca da ferida.

Pela cidade vai, como entre espessos buxos,
As lajes transformando em ilhas e repuxos,
Matando a sede em cada boca ressequida
E a paisagem deixando em púrpura tingida.
Muitas vezes pedi a um vinho caviloso
Aplacar por um dia o horror que me domina;
O vinho aguça o ouvido e os olhos ilumina!

Busquei então no amor um sono descuidoso;
Mas o amor para mim é um leito de suplício
Que a sede há de saciar a essas ninfas do vício!
Charles Baudelaire
Sem paciência pra Carpe Diem.
enviada por Mena
23/12/2002 12:13
Overdose no Carpe Diem




Ainda em recuperação.
enviada por Mena
19/12/2002 12:12

“...Subentende-se que as meninas não têm sonhos sobre o futuro; quando se lhes concedem sonhos, são sobre o amor, a maternidade, uma casa para arrumar."
Elena Gianini Belotti
Regra ou destino?
Arriscar Carpe Diens?
enviada por Mena
12/12/2002 12:15
Uma ânsia insana.
Cinco minutos na escuridão da masmorra
A ânsia me corrói como ácido.
Queima, arde, definho.
Oh, prisão fértil! Não permita que eu mais saia daqui!
Invoco os supremos senhores que suguem todo o oxigênio do recinto
Antes que a vela seja consumida.
Sim, o feto já se mexe no ventre.

Temo morrer.
Não quero ter um filho.
Abdico a mim mesma.
Caminho nua, diante de mórbidas flores.
Tomo banho de ácido sulfúrico.
Como pássaros felizes.


O macaco que olha o labirinto do alto,
Tem o poder de um deus.
Nada faz para alertar aos supremos do verme que morreu.
O filho nasceu, é saudável o maldito.

Morto.
É o fim?
Carpe Diem talvez...
enviada por Mena
04/12/2002 01:07
I understand the fascination
Entendo a fascinação
The dream that comes alive at night
O sonho que se torna realidade pela noite
But if you don't change your situation
Mas se não mudar sua situação

Then you'll die
Então morrerá
Don't die
Não morra
Please don't die
Por favor, não morra
Carpe Diem então.
enviada por Mena
27/11/2002 23:59
PeCaDo
A falta de criatividade é tão grande que copio descaradamente a inteligência de outras pessoas. Subo no telhado e grito blasfêmias típicas dos In Bloom de plantão. 
A irritação impera. Correr na chuva ácida, não é má idéia. Só resta saber se haverá mutação ou morte. É melhor calar que plagiar os ratos.
Carpe Diem só pra dizer que vive.
enviada por Mena
19/11/2002 12:16
Estou impura. Cheia de imperfeições eu não poderia nem mesmo escrever.
Abandono meus amigos novamente só que desta vez não estou doente. Prendo-me somente aqueles que estão perto e seus gritos são de fácil audição. Não há motivos pra novas buscas, mas manter os amigos já amigos, não é mais que dever. Eu os amo e tinha esquecido o quanto eles me amam também.
Se forem ler essa queixa, adoráveis amigos, peço que me perdoem. O sentimento de mudança é real e todas as palavras foram sinceras. Vamos continuar construindo. Perdoem-me pela falta de tempo e pela ausência.
Amo vocês.
Carpe Diem.
enviada por Mena
12/11/2002 12:17

Vamos falar mal de pessoas medíocres e rir dos falsos amantes
Que vivem entre as ruas sexuadas e quitandas.
Sem se importar com represálias e fogueiras,
Vamos andar nuas pelas ruas.
Sorrir da dor das famílias
E gargalhar dos filhos assassinados.
Caminhar entre os mortos
E lamber as feridas dos leprosos.
Agoniza-los na dor.
Vomitar em suas refeições.

A rebeldia dos portões enferrujados
Agora é brincadeira de criança.
Amar sem ser amada.
Odiar com todo o amor verdadeiro do mundo.
Matar sem pesar.
Tudo é natural, quando a indiferença toma conta.
O dia logo amanhecerá.
Quem se importa com o bem estar?
Verbalizar e acontecer.
Naturalizar pra depois morrer?

enviada por Mena
06/11/2002 12:34
Poema de dias atrás. Os medos tornaram-se certezas e as incertezas, verdades completas.

Um egoísmo me possui.
Morram na miserável curiosidade das máquinas de secar antigas.
Já não mais me importo.
Eu, feliz?
Mais que feliz, radiante
Saltitante andando pela casa.
Sorrio ternamente para as portas, pras paredes.
Abraço o gato como amante.
Nada me faz triste essencialmente.
Em meio aos corpos em decomposição da carnificina
Sinto somente o odor que impregnou em todo meu ser.
Ele me vicia pouco a pouco.
Os dias parecem estar contados.
O coração envenenado foi mordido.
O que fazer para viver? A teoria pode ser vivida?
Não me resta muito tempo.
Agora, sem identidade e patrão, que lado seguir?
Meu coração não mais fala por si só.

Pulsamos.
Seria pretensão usar plurais puros?
Um medo.
Não me importo.
“É melhor queimar do que morrer aos poucos”.
Vamos viver a prática e que se danem os moços.

Só entrelaçar de dedos carentes.
Só embriaguez vapiresca.
Só Carpe Diem.
enviada por Mena
01/11/2002 12:32

Caminhando novamente pelas ruas sexuadas,
Está a procura dos rins suculentos.
Precisa de supremos que mostrem as verdades antes vividas.
Não há mais dor, tampouco solidão.
Os dias seguem um a um.
Parecem não terem propósito quando os ratos persistentes trazem suas fezes.
Muitos deles já desistiram.
Os que persistem, o fazem em vão.
O verme está desgostoso com a infertilidade das masmorras.
Quer experimentar o céu aberto das tardes primaveris
E conversar com passarinhos, sem almejar sua morte,
Sem come-los ainda vivos.

O que acontece?
O verme da cena parece ter morrido
Não mais responde por si mesmo.
Por que rejeita as fezes dos ratos amigos?
Entre prisões e pássaros
O verme sorri ternamente.
Está feliz e não há mais nada que possa ser feito.
Será julgado pela corte dos vermes supremos.
Esperar é seu único recurso
Enquanto os testes não terminam.
Sua capacidade de amar o bem
Surpreende todos os viventes das prisões.
Carpe Diem sem micos diários.
enviada por Mena
24/10/2002 12:30

Este Seu Olhar
Tom Jobim
Este seu olhar quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu nem posso acreditar
Doce é sonhar é pensar que você
Gosta de mim como eu de você
Mas a ilusão quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou, sonhou demais
Ah! se eu pudesse entender
que dizem os seus olhos
Você mandou poemas pra eu recuperar o eu perdido.
Não consigo absorver a essência e a tristeza dos versos mórbidos.
Não mais sou quem era.
O verme morre e sim, haverá um funeral.
A vela está sendo consumida e o feto cresce forte.
Tão forte que o aborto é praticamente utópico.
Por onde anda os ratos com suas fezes?
Preciso de auto-afirmação.
A dor dos mortos, não faz mais efeito.
As drogas contrabandeadas pelos buracos das celas,
Não mais chegam até mim.
É evidente que o ser definha de alegria.


Meu funeral acontece na prisão fértil.
Os ratos permitem que eu definhe.
Não mais trazem suas fezes para a auto-afirmação.
Como podem ser indiferentes?
O céu nublado se abriu e o sol quente
Queima a pele deixando-a dourada.
Os pássaros voam felizes e ternos,
E o verme que antes os repudiava, sorri feliz.
Você mandou poemas pra recuperar o eu perdido,
Mas você acaba com a vida.
Os versos sorriem ternamente.
Vê o verso que ilustra a vida agora?
Carpe diando. Entre carro e metrô os beijos são ensolarados, mesmo se o dia está chuvoso. Mais que felizes os beijos.

enviada por Mena
20/10/2002 14:15

Ilustração Divina Comédia - Dante
Resuminho subjetivo de pensamentos da semana. Depois posto o que me ocorre agora, se eu tiver vida suficiente.
I had no choice but to hear you
Não tive escolha a não ser te ouvir
You are the bearer of unconditional things
Você é portador de coisas incondicionais
You held your breath and the door for me
Segurou o folêgo e a porta pra mim
Thanks for your patience
Obrigado pela sua paciência
You treat me like I'm a princess
Você me trata como se eu fosse uma princesa
I'm not used to liking that
Não estou acostumada a gostar disso
You ask how my day was
Você pergunta como foi o meu dia
I've never felt this healthy before
Eu nunca senti essa saúde antes
I couldn't help it
Eu não pude evitar
You've already won me over in spite of me
Você já me conquistou contra a minha vontade
Don't be surprised if I love you for all that you are
Não fique surpreso se eu te amar por tudo que é
I couldn't help it ( i can´t)
Eu não pude evitar
It's all your fault
É tudo sua culpa
Am I aware now?
Estou consciente agora?
I am aware now
Estou consciente agora
É sua culpa, Cavaleiro das Notas.
Carpe Diem cheio de lembranças, gostos e cheiro.
Ps.Frases tiradas de “Head Over Feet”- Alanis Morissette

enviada por Mena
12/10/2002 18:42
Rosas Fúnebres
Em meio a rosas fúnebres e queimadas pelo ódio exalado em todo o recinto,
As frases pulam, espalhando o sangue das poças nos espectadores.
Meu sangue.
Não é de uma simples menstruação que esse sangue é proveniente.
São lágrimas, como diria a boca da mãe, lágrimas de sangue escorrem e formam poças.

O circo está armado e o medo já não mais impera.
Fatos são filhotes satisfeitos de bolo regurgitado.
Seu corpo, já não é mais o mesmo.
Suas faces rosadas aquecem o publico.
Mentiras pálidas como islandesas albinas, dominam a mente dos vis macacos empanturrados de frutas.
Não quero viver essa realidade.

A dor que sufoca meu peito, afoga o grito.
Quero gritar, mas a ética dos funerais burgueses, me impede.
Todos os meus sonhos são enterrados numa tarde onde o sol, não aqueceu as melenas.
Aos que sobreviveram, fome, miséria e escárnio.
Nada temo, há um só Deus.
Sorria cadáver mutilado, é mais feliz, vermes os devoram e ruma ao paraíso.

Um vazio totalmente explicável faz do verme, macaco.
Macaco pelo simples fato de estar sem conteúdo aguardando mudanças climáticas para evoluir.
Versos braseados em peito siliconado.
Morra se não souber o significado.
Carpe Diem.
enviada por Mena
11/10/2002 02:14

enviada por Mena
11/10/2002 01:53
Carta na última gaveta.
Vc vem e pergunta como eu estou. Vc para e responde o que eu não perguntei e joga na minha cara todos os meus medos e abre todas as minhas cicatrizes. Um aborto de um feto inexistente.... posso ficar estérea seu estúpido. Não vê que é somente mais um? É tão parvo e incompetente que não percebe que jogo com vc. Crê que tudo é verdade? Não mesmo... coma na minha mão e seja feliz. Sim, será feliz, mas como eu o repugno, permito que ganhe todos os meus e os seus jogos tbem. Totalmente indiferente. Morra antes da vela ser acesa. Na realidade ela nem saiu no armário seu fétido e pútrido monstro. Só um macaco... um macaco da gaveta que foi erradicado do meu mundo antes mesmo que eu me desse conta da sua insignificância. Seja cruelmente feliz. Seja feliz vá. Não o odeio se é isso que pensa. Somente o desprezo. Vá trocar suas cuecas brancas por calcinhas de algodão.
Por que fez tudo aquilo? Eu quero odiá-lo, mas me sinto uma idiota todas as vezes que lembro de vc. Eu sou boa demais pra odiar. Queria ter ganhado mais esse jogo. Estou mais forte para os próximos.
A vida é irônica, não? Num momento as coisas não parecem ter nexo e sentido e no instante seguinte elas soam como piada... Só o tempo pra curar.
Carpe Diem.
enviada por Mena
06/10/2002 20:39
Fim de semana bacaninha...
Sábado:
Consegui não chegar atrasada na empresa e não saí zerada. Em casa, ajudei minha mãe na faxina e passei o resto da tarde numa conversa mais que proveitosa; frutífera. Adoro vc querida.
Eu tinha curso no fim da tarde, mas minha mãe estava muito triste, preferi ficar com ela. Quase fomos no cinema, mas ela tinha que acordar cedo hoje por conta da eleição. Acabamos deixando pra outro dia. Foi bacana a bagunça que fizemos na cozinha. Ela está toda triste. Agora realmente é o fim e ela só quer entender como tudo ficou assim.
Terminei o sábado entre versos do passado. Falar com a Binha, traz dores antigas. Abri o velho disquete, e conversei um pouco com meus amores platônicos e meus amigos invisíveis que estiveram comigo quando eu mais precisei. Encontrei muitas cartas e um “diário do fim”. Chorei muito com minhas cartas de despedidas e a descrição real do meu funeral. Tudo agora é diferente.
Fui dormir depois do filme “Foxfire”. Saudades de uns tempos parecidos...
Domingo:
Acordei cedo pra minha primeira votação. Tomei banho, e fui toda contente e feliz “Festejar a maior festa da democracia”. Vale a pensa usar redundâncias. Fiquei irritadíssima, o que é realmente raro nestes últimos meses. Como pode tanta gente ser tão burra? Pô, é difícil pegar um papel e anotar os números dos candidatos? Fiquei puta da vida com uma vaca que ficou QUARENTA MINUTOS pra votar. Se fosse só ela de acéfala na fila... Imagino que eles esperavam a foto do Seu Creysson antes de confirmar. Aposto que teve muita gente que votou no Zacarias. Cambada...
Depois de DUAS horas de fila, em menos de quarenta e cinco segundos, votei e fui pegar minha mãe que está como Coordenadora das seções de uma escola. A escola estava na santa paz, com filas enormes, mas todos na santa paz. Ela conseguiu a proeza da tranqüilidade depois que chamou a reforço policial por conta de um mané que entrou na escola cantando “Lula lá”... mereceu. Xilindró.
Encontrei uma guria que estudou comigo no segundo ano. Ela sempre me parava no corredor pra falar asneira. Não foi diferente desta vez, mas eu já fui logo dando um chega pra lá pq minha mãe tinha que votar e ainda não tinha almoçado. Nos números que minha mãe anotou, estava um 11 pra governador. Quase tive um surto dentro do carro. Fomos até a escola onde ela vota e enquanto ela votava fui no banco tirar dinheiro.
A deixei na escola e fiz piadinhas com os panfleteiros da rua. “Presta atenção na boca de urna mãe”. O carro está com adesivos do Tribunal Eleitoral e ela com identificação de “Juiz Eleitoral”.
Estou orgulhosa de mim mesma. Li e pesquisei sobre cada um dos candidatos e escolhi as propostas mais viáveis. Votei consciente do meu ato. Só decidi meu voto pra presidente, minutos antes de sair de casa.
Ela ligou agora, acabou a votação. Meu pai foi busca-la e levar os disquetes da votação não sei aonde.
Carpe Diem a todos. 
Ps. Obrigada Binha, por sua maturidade em ouvir a opinião de quem já passou pelo que passa. Não quero que viva metade do que passei.
enviada por Mena
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
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Pra sempre um louco
sacástico
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"Eu nunca fui fiel
E eu nunca fui confiável.
Eu nunca fui leal
Exceto pro meu próprio bem".
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Visito
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-Teorias da Loucura
-Sabá das Feiticeiras
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"O que eu preciso fazer para pagar por todos os meus crimes?
O que eu preciso fazer?
Juro que o faria o tempo todo.
Tudo que eu queria era cantar as canções mais tristes.
E se alguém cantar junto, aí ficarei feliz".
"
-
Eu te amo, há longo tempo fiz uma extensa caminhada apenas para te
olhar, tocar-te, pois não podia morrer sem te olhar uma vez antes, com
o meu temor de perder-te depois".
"O orgulho pode suportar mil provações.
Os fortes nunca cairão,
Mas ao olhar as estrelas sem você,
Minha alma chorou.
Toque-me fundo, puro e verdadeiro.
Doe-se a mim para sempre".
"Ei
você, está tentando significar algo?
Se
você vive com macacos, cara, é difícil ser limpo".
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